Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Ninguém consegue ver


Começa a pesar e a doer.
Não me posso iludir.
Não consigo.
Já não acredito.
Penso que desisti.
Desisti de ser forte.
Cabe-te a ti decidir.
Já não tenho força.
Tudo o que venha a fazer pode estar sujo.
Não vou fazer nada. 
Apesar de tudo isto, adoro-te.
Embora me adores, acaba!
Do que é que estás à espera?
Que me liberte?
Não interessa o que venha a fazer.
Interessa o que tive vontade de fazer.
Tudo pulsou em mim.
Tudo em mim foi amargura e revolta.
Não consigo pular a muralha da China.
Não vou encontrar alternativa.
Acaba e leva contigo toda a agonia.
Começo a ficar doente de tanto te adorar.
Ninguém consegue ver.
Na verdade não quero acabar.
Só quero deixar de estar doente.

Concha Branco

publicado por Piteira às 18:10
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Manifesto dado ás cores

É por honra a tudo aquilo que não sei, que me manifesto neste preciso momento. É no paradoxo existente entre aquilo que vemos e o que nos permite ver que me fundamento.

De que cor é a matéria? De que cor é a antimatéria? Guerreamos entre o preto e o branco para definir a coisa. Não se acha uma solução.

De facto a mistura de matérias, que dará o Todo, pelas nossas mão neste planeta azul, é preta. O todo é então preto. A matéria é preta. Mas o preto é a ausência. É-o na luz, no teatro, na poesia, no luto, em qualquer merda que façamos. Os góticos vestem preto para se renegarem a eles próprio e à sociedade, que no seu conjunto fazem o Todo. O preto é tudo e nada.

Onde fica o Branco?

Há quem o polua com um ponto em poesias nadaístas e irrealistas porque simplesmente é fraco e não sabe lidar com ele. Porque o branco é sobrenatural. (Quadrado branco sobre tela branca). O branco não são misturas de luzes... é a luz. É tudo. O preto era o todo. 

O preto somos nós e o mundo é branco. O antiartviral é cinzento.

O mundo é a mentira o resto somos nós.

 

A bíblia, Piteira. 


publicado por Piteira às 14:28
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Conversa...


publicado por Piteira às 14:00
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

mini humanóides



João sousa

publicado por MrJam às 14:32
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Egoísta

Começo de força bruta
Determinação de deleite,
Remo cega contra a puta.
Sem preocupações,
Sem consciência.
Contra todos os corações
Uma vez destroçados.
Arrogância protectora
Vestida de emoções douradoras.
Tantas dores já sofridas.
Sem conexão, sem coesão.
Moinhos, quem pensais vós ser?
Despertadores de mentes!
Deviam ter vergonha!
A mim já não me engano.
Só em mim me liberto.
Sou egoísta.

Concha Branco

publicado por MrJam às 13:57
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Sábado, 14 de Julho de 2007

Ana no país das maravilhas...


publicado por MrJam às 23:42
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Ilha dos amores

 

Video de animação

Por Luís Piteira e João Sousa

Com as participaçõs especiais de:

Cristina Silva

Beatriz Pacheco


publicado por Piteira às 23:41
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Lógica introdutória

Compus este poema
porque nao deixei de o compor.
Vivi porque escolhi viver
e não escolhi morrer.

E quando navegava em mar alto
sabia que nao podia cheirar a terra.
Quando me enlameava, nesta terra nojenta,
sabia que nao podia salgar os meu cabelos escorridos.

Quando sentia dor
achava-me doente.
Quando nao sentia
parecia-me estar bem.

Ou acreditava em Deus
ou nao acreditava,
embora me escorragassem os pes
e por vezes me encontrasse na dúvida.

Mas... ou estava com duvidas ou não!
E o poema da nossa vida é assim....
Tão banal e simples que nos irrita...
Que nos irrita ou não!...

 

escrito em 2005 e encontrado no meu antigo blog a vaguear

Piteira


publicado por Piteira às 23:31
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...

 

Sem título

Caneta sobre papel

Rita Cadete

 


publicado por Piteira às 23:16
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...

 

Desenho digital

"Andreia"

Marco Abílio


publicado por Piteira às 23:06
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

...

    Saem amanhã os resultados dos exames nacionais do ensino secundário. Saem obviamente também as notas dos exames de desenho que no marcarão, a nós artistas, para o resto da efemeridade.

    Estou abúlico, ansioso, sinto ingratidão. Estamos a ser avaliados por um enunciado mal feito. 3 anos de trabalho avaliados em 2 horas e meia. Vi exames sem qualidade. Vi o meu exame sem qualidade, sem aquela qualidade para que luto todos os dias.

    As cotações não ajudam, já que a parte da representação vale menos de 30 por cento. Nem as notas se esperam justas. A justiça será tão subjectiva quanto o enunciado do exame.

    Por isso, por todos nós, colegas, reclamando HUMANIDADE neste nosso país mesquinho, declara-se luto no artoriginal . Fi-lo hoje porque amanhã, depois de saber o resultado inglório, provavelmente faltar-me-ão as forças.

    É esta barra roxa o símbolo do meu luto, da minha tristeza.

  

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

não são cifrões por acaso


publicado por Piteira às 13:57
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